Detalhe da minha escultura Pachamama,
que recebeu o Prêmio Criatividade no Salão de Verão da Galeria Malli Villas Bôas.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Exposição Imagens dos Sonhos
Imagens da abertura da minha exposição
na Rosacruz, Loja São Paulo. Vídeo realizado pelo senhor Walmir SeteBelo.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Convite do Santa Maria Shopping
Capa
Parte interna: fotos dos retratos das ijuienses Elizabeth El Ammar e Ida Fengler
que integraram a mostra.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Meu convite para ti - Exposição na Loja Rosacruz
Até o dia 17 de março exponho meu trabalho em telas na Loja Rosacruz AMORC em São Paulo. A exposição começou a acontecer após o convite formulado pela Léa Meirelles, artista plástica responsável pelo excelente espaço expositório da Loja. Apresento minha produção recente de forma individual. São meus sonhos, memórias de outras vidas e viagens astrais que retratados em óleo são realmente uma grande auto-exposição. Cada obra está acompanhada de um memorial descritivo, o que vai contra a orientação geral das exposições contemporâneas, mas esta é uma exposição diferente, aqui está em público o garimpo mais íntimo de imagens que recebo da espiritualidade, que contextualizadas abrem portas para o visitante encontrar a parte que lhe cabe neste latifúndio de memórias, vivências e desdobramentos.
E vamos nos reencontrando,
intercambiando
e juntando as peças deste, que pretenciosamente, quer ser um momento para ampliar a abertura mental, não para quebrar a cabeça, daí os memoriais descritivos, como talvez não gostasse de ver o meu professor de Preparação e Organização Profissional do Artista Plástico, o gaúcho José Francisco Alves.
Destoando, sigo o artista contemporâneo que mais admiro, Julien Friedler, que com seu projeto minimalista mapeia o mudo através das sensibilidades cadastradas com o Spirit of Boz:
"Tudo se misturava:épocas, espelhos, instantes responsáveis, corpos de uns e de outros, rostos crucificados e boas-vontades perdidas. Deste Caos tentamos no entanto extrair a medula substantiva. (Le livre du Boz - Julien Friedler - www.spiritofboz.org).
Na minha exposição não há minimalismos, há excessos, há tempos que se cruzam, há muita informação, é um caos de imagens; estive no subterrâneo de um convento por muito tempo, subi aquela encosta noutro continente, estive em um veículo não identificado, vi o Sol como ancoradouro... a exposição é um bordado, na abertura alguns visitantes teceram mais pontos.
E tu? Vais lá? Estarei monitorando e pintando ao vivo, sugestão do Mestre Pedro Edson Gianfré, que oportunizou e apoia esta mostra.
Na foto, o Mestre Gianfré, Joseph e Léa Meirelles, no sábado último.
Horários para a visitação:
Terças, Quartas e Sextas: das 19h30 às 22h
Sábados: das 13h30 às 18h
Domingos: das 8h30 às 12h.
Rua Borges Lagoa, 1345 – Vila Clementino – São Paulo SP. Mais informações, fone: 0XX 11 5549 0012
Giane,
com votos de PAZ E LUZ,
Giane Cor de Rosa:
http://gianecorderosa.blogspot.com
Flor Amarela:
http://gianepereirasoares.blogspot.com
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Exposição Rosacruz no ano de 1998
Vista Lateral da Torre de Babel - óleo sobre tela 150x120cm - integrando a coleção de Hélio Rubens
São Miguel Arcanjo óleo sobre tela, 100x70cm - integrando a coleção de
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Filhos do Sol - Ordem Rosacruz
Em outubro de 2012, encenamos o texto de autoria dos estudantes da Ordem, Os Filhos do Sol, uma homenagem dos estudantes rosacruzes a um grande mestre, o faraó Akenaton, iniciado na mística Atlântida.
Eu desenvolvi os adereços, e com a artista plástica Lenora Telles Pires, cuidamos do cenário de Filhos do Sol. A direção esteve a cargo do Tony Iron Maden(que também atuou no papel principal).
Na co-direção contamos com a participação especial do Luiz Sellani (88 anos), que foi o diretor na primeira montagem em que a maioria dos atores já participou.
Atuaram em Os Filhos do Sol:
Lenora Telles Pires
Cíntia e Alex Pereira, também a filha deles,
Yasmin Pereira
Roberto Silva
Maik Roberto
Dante Lioi
os meus filhos, Joseph
e Camille Luar, e eu.
A sonoplastia e iluminação foram entregues ao Marcelo, e a ordem juvenil entrou em peso em cena:Thomas, Gustavo, Amira e Sofia.
Além de atuar, Camille cuidou da maquiagem egípcia, legítima como há anos não se via nos palcos.
As fotografias documentais foram feitas pelo casal de artistas, Zizi e do Zaba.
A apresentação única ocorreu no 08 de Setembro de 2012, no palco do Espaço Francis Bacon da Loja Rosacruz em São Paulo.
A filmagem, ainda que de forma amadora, transmite uma fração da emoção espiritual que animou trabalhadores e expectadores.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Carbono 7 - Hors Concours 25° Salão de Pinheiros
"Carbono 7"
Óleo s° tela
120x100cm
Hors Concours no 25° Salão de arte de Pinheiros -São Paulo
Exposto no Conjunto Nacional, Avenida Paulista em outubro de 2012.
Integrando a coleção de J H Coutinho.
Óleo s° tela
120x100cm
Hors Concours no 25° Salão de arte de Pinheiros -São Paulo
Exposto no Conjunto Nacional, Avenida Paulista em outubro de 2012.
Integrando a coleção de J H Coutinho.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Aulas em 2012 - Cedpes - Valoroso Patrocínio Colégio Santa Cruz
A Subprefeitura de Pinheiros, na gestão do subprefeito Sergio Teixeira Alves, apoiou o desenvolvimento do projeto de aulas de sensibilização artística (desenvolvido por mim), para as frequentadoras do Centro de Desenvolvimento para Preparação do Envelhecimento Saudável - Cedpes.
O Cedpes é coordenado pela seriedade em pessoa, a Socióloga Diana Blay, e orientado pelo competente Geriatra, Dr. Marcel Hiratsuka, que gentilmente oportunizaram a realização das aulas de pintura/desenho.
Contatado pela Cecília Pereira da subprefeitura, o Colégio Santa Cruz facilitou a experiência patrocinando todo o material necessário para o desenvolvimento do projeto: os cavaletes, telas, tintas pincéis e até mesmo as molduras.
| A foto inclui Dedé Vaccaro e Gly, além das nomeadas abaixo |
A maior parte do grupo de alunas nunca havia pego um pincel, o resultado foi o que as fotos mostram e além disso, a beleza da partilha de momentos inesquecíveis de crescimento e auto-conhecimento para estas super-seguras mulheres maduras que se dedicaram a desenvolver suas habilidades artísticas.
Para mim foi uma grande satisfação ser o instrumento facilitador das técnicas solicitadas.
Para mim foi uma grande satisfação ser o instrumento facilitador das técnicas solicitadas.
Maria Auxiliadora, a tímida Maria
Pintava e sorria, talento gentil e seguro: nato.
Maria com suas primeiras pinturas.
A dinâmica Suely, a super-ativa da pintura, um borbotão de criatividade que ninguém conterá!
Ana Maria Câmara, filosofando com a delicadeza de uma mulher forte e experiente incursionando nas artes, já experimentara a pintura em faiança.
Thereza Cristina atacou de prima volta com o dificílimo Lençóis Maranhenses,
depois, com um pé nas costas, em duas sessões pintou o Mariachi, ela já tinha experiência!
Darcy D'Ambrozzio nunca tinha pintado, pegou um pincel e ficamos ohando...Darcy, doce e séria, pintou. A marinha, de acordo com a proposta, em duas aulas.
Suely Freire, Ana Câmara, a Socióloga Diana Blay, o Geriatra, Dr. Marcel, eu, Thereza Cristina a Maria, na tarde de exposição, dia 12 de 12 de 12.
A ala masculina também se fez presente na tarde de confraternização literária e apresentação de dança: prepararam uma valsa e dançaram lindamente. Joseph, o repórter amigável, como não poderia deixar de ser, engrossou as fileiras e prestigiou.
A charmosa artista Angela Sorans, frequentadora do Centro expôs seu trabalho em pintura a óleo.
O escritor, cantor e dançarino declarou que durante sua vida toda esteve atento aos sinais, encontrou muitas placas; Amor, Saúde, Dor, Felicidade, mas uma placa que ele notou que não existe na vida, é Retorno! E valsaram, valsaram com graça e leveza, enquanto lá fora o calor abrasava São Paulo.
| Aqui temos a Dirce e a Dulcéria que não apareceram antes |
Muito obrigada, gurias! Boas Festas!
Aguardem por mais fotos, quando eu aprender a retirá-las do celular.
Sobre isso, que sais-je?
Veja mais sobre o Cedpes: http://www.cedpes.com.br
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Alunos
Alunos do curso de pintura que ministrei no Centro Psico-Social em Ijuí/RS, a turma e a monitora visitando minha exposição na EXPO/FENADI
Mara Tissot - na aula de desenho em meu
atelier A Casa do Bispo.
Fernanda Rodrigues posando
Clóvis Boufler e Luiz Fernando Amorim, aula de desenho na Casa do Bispo - Ijuí/Rs
Mario Calamonacci em meu atelier na
Vila Madalena SP - Aula de pintura
Maria Alzira no atelier Vila Madalena
- aula de pintura - SP
Geni de Oliveira - reencontrando a queridinha. aluna de modelagem em argila, de
Teodoro Sampaio, SP.
Teodoro Sampaio, SP.
O querido menino Leonardo,
aluno de pintura em tela de Teodoro Sampaio, presenteando a ex-professora no Ano Novo com romãs e frutas do conde, e revendo o ex-colega, meu filho, o Marcelinho Pão e Vinho, durante visita que fizemos a cidade.
Enquanto os outros usavam fraldas ele já colaborava no trabalho da mamãe: com precisão.
Maicon, aprendiz em tempo integral ajudando a pintar o Centro Cultural Árabe em Ijuí/RS
Emili Lemanski, um pouco aluna, mas sempre modelo. Super-produção feita pela mamãe, época de atelier Casa do Bispo.
Com a Super-Sara Emanuela Dalla Brida,
aluna de pintura no meu vernissagem
na Casa de Cultura Justino Martins em Cruz Alta
A aluna de pintura e desenho, a querida Márcia Garguin Gargnim, vernissagem no JB em Ijuí.
Com a aluna Clarissa, aulas em domicílio, entre pássaros e o muito bom papo da mãe companheira -em Santa Maria /RS, meu vernissagem no Shopping Santa Maria.
Com o aluno de pintura e desenho, o Luiz Fernando Amorim e sua mãe, Eva, no meu vernissagem em Cruz Alta RS. Luiz Fernando me substituiu na Coordenação do Grupo de Apoio as Artes Plásticas da Fundação Cultural.
A aluna de desenho e de pintura Anelize Fraçois Felin, e minha a marchand, a querida amiga da família, a Renee el Ammar em Cruz Alta, Casa de Cultura Justino Martins
Os alunos de pintura e desenho, Gracilela Deckman Poickert, o modelo Washington, o aluno Felipe e a Super-Sara, em meu atelier em Ijuí
Com o filho Marcelinho Pão e Vinho, aprendiz de Papai Noel e de modelagem, desde que nasceu/nasceram, me ensinam e aprendem. Plasticidade.
Sua primeira exposição, nossa, juntos, com toda a precisão da expressão, na Academia da querida Medianeira em Erechim, Medi e Patty na foto.
Todos amigos, todos amados, faltou um tanto de gente querida, ansiosa, vibrante, feliz, crítica, sonhadora, autoritária, passiva, pacifista, gente louca de amor pelo mundo, de vontade de viver, de ter saúde, de amar, de ser amada, gente, gente lutando pelo sucesso e eu sonhando...facilitando o aprendizado, aprendendo: precisão, sempre ela.
A precisão da ânsia da vida por ela mesma, pelo momento seguinte, aquele em que a gente, juntos, descobre como deveria ter sido, ter feito, e tenta novamente, assim é vida.
É preciso viver.
Aprendendo, viver.
Modelagem, desenho, pintura e escultura, eu ensino.
Grupo de Apoio as Artes Plásticas da Fundação Cultural de Ijuí
Grupos de artistas, pintores, escultores e porcelanistas que integravam o Grupo de Apoio as Artes Plásticas da Fundação Cultural de Ijuí, entre eles, Eloir torres Hass, Marly Viecilli, Ires Terra, Ida Fengler, Jacy Nascimento, Ienete Seidler(in memoriam), Branca Burtet, Sonia Barbie, Manfredo Spietzer, Luiz Fernando amorim, Zeca Schiermer, Jane Tassinari e tantos outros. Na época desta foto eu era a coordenadora do Grupo de Apoio as Artes Plásticas, e a Ernay Tissot era a Presidente da Fundação Cultural.
Foto convite para a Exposição na Caixa Federal.
Foto convite para a Exposição na Caixa Federal.
Reitor da URI - Cléo Ortigara
Pintei-o em 2001.
O seu gabinete me forneceu as fotografias e me emprestou a toga e toucado, estofei um peito artificial nas dimensões do simpático e ocupado reitor que não podia vir posar em meu atelier, para que obtivesse o caimento natural do cetim.
Eu tinha meu filho Joseph recém nascido e também ão podia ir pintá-lo ao vivo quando tivesse tempo.
Ainda assim o retrato ficou excelente, é um dos que mais me orgulho, pois se rebuscado pelo traje, ainda assim é leve e clean em função do tratamento de luz e cores.
Manoel Marques de Souza - Conde de Porto Alegre
Inauguração do retrato que pintei em 1996, de MANOEL MARQUES DE SOUZA: - (1805) – ( Conde de Porto Alegre ), que tomou parte no sítio de Montevideo e na Batalha do Passo do Rosário, comandando a 1ª Divisão do Exército que derrotou as forças do ditador Rosas, no Monte Caseros.
Ao terminar a guerra do Paraguai ingressou na vida política, onde exerceu o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul e Ministro e Secretário Geral dos Negócios da Guerra.
O retrato me foi encomendado pelo Cel. Sergio Paulo Muniz da Costa do 27° GAC para compor a coleção do Salão de Honra do referido grupamento de artilharia ijuiense. Eu havia ganho o 1° Prêmio no 1° Concurso de Arte do 27°, elaborado pelo mesmo Comandante Muniz, com a Pintura da Batalha de Montecaseros, comandada pelo Conde de Porto Alegre.
Na foto acima, uma dos descendentes do Conde durante a cerimônia de inauguração do retrato que está em exposição permanente no Salão de Honra do 27° GAC em Ijuí - RS, a Flavinha Sartóri, que na época da realização e inauguração do trabalho residia em Ijuí. Infelizmente, do rapaz não registrei o nome, sei que ele viajou de uma cidade fronteiriça para participar da cerimônia.
O detalhe interessante sobre este trabalho é que não havia retrato detalhado nem colorido em que me basear, eu havia estudado intensamente, detalhes e condecorações, nomes e participações para pintar a batalha de Montecaseros naquela época. Iniciei e dei acabamento no busto em dois dias, à partir de um xerox em preto e branco com mínima referência de detalhes. Lembro-me como se fosse hoje, de ter iniciado a pintura do retrato em meu atelier compartilhado com a porcelanista Ires Terra, ela pintava em sua mesa e eu em meu cavalete, algumas horas depois ela veio ver o andamento e manifestou imensa surpresa de vê-lo praticamente pronto.
Alguns alunos começaram a chegar, entre eles o arquiteto Luiz Fernando Amorim e as brincadeiras a respeito da "pintura mediúnica" que eu fizera com tão insuficientes referências, marcaram-me, pois só então eu mesma me dei conta do que havia feito. Encantada e divertida, também constatei a surpresa do Cap. Santanna ao visitar a evolução da obra. Ele que chegara encomendá-la consternado pela pressa que havia na realização da obra para encaixar a inauguração nos próximos dias, integrando as comemorações de aniversário do grupamento, se não me engano.
Disse ao chegar, o carismático Cap. Santanna - o orgulhoso pai do Iran e da Marina, marido da Conceição, a mulata mais charmosa que prestigiou as atividades culturais e sociais em Ijuí - disse ele em seu carregado sotaque carioca: -Touxe-lhe um desafio, se conseguires realiza-lo com eficiência é quase um milagre, com a referência que vou lhe dar. Não há tempo de entrar em contato e esperar retorno da família do Conde que está no Rio e vais tu vais ter que te virar com esta imagem -tirou da pasta um xerox da fotografia de um retrato. Desafio?
-Faço! - respondi.
Dali a alguns dias, Flavinha, casada com um moço de família tradicional da cidade (ela mesma sendo natural da região serrana do RS), foi localizada pelo Comando e veio até meu atelier trazer um livro sobre a vida do antepassado.
Ficou realmente maravilhada com as cores que eu dera especialmente no cabelo do Conde que realmente, na intimidade, segundo dizia o livro que ela trouxera, era chamado de "Sarará".
O 27° Grupo de Artilharia de Ijuí é chamado Montecaseros, durante esta temporada, o dito grupamento viveu uma enfervecência cultural, pois o comando estava a cargo de três oficiais cariocas muito afeitos às Artes e Cultura, o comandante Sergio Paulo sendo historiador e os outros estudiosos da História. Conforme informações que recebi recentemente, a abertura proporcionada naquela época manteve-se após as corriqueiras transferências dos oficiais que deram o passo inicial para o intercâmbio com os artistas da Fundação Cultural de Ijuí e o 27° permanece de portas abertas a comunidade social e cultural ijuiense.
Foto de Eloir Torres Hass - cerimônia de inauguração
Ao terminar a guerra do Paraguai ingressou na vida política, onde exerceu o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul e Ministro e Secretário Geral dos Negócios da Guerra.
O retrato me foi encomendado pelo Cel. Sergio Paulo Muniz da Costa do 27° GAC para compor a coleção do Salão de Honra do referido grupamento de artilharia ijuiense. Eu havia ganho o 1° Prêmio no 1° Concurso de Arte do 27°, elaborado pelo mesmo Comandante Muniz, com a Pintura da Batalha de Montecaseros, comandada pelo Conde de Porto Alegre.
Na foto acima, uma dos descendentes do Conde durante a cerimônia de inauguração do retrato que está em exposição permanente no Salão de Honra do 27° GAC em Ijuí - RS, a Flavinha Sartóri, que na época da realização e inauguração do trabalho residia em Ijuí. Infelizmente, do rapaz não registrei o nome, sei que ele viajou de uma cidade fronteiriça para participar da cerimônia.
O detalhe interessante sobre este trabalho é que não havia retrato detalhado nem colorido em que me basear, eu havia estudado intensamente, detalhes e condecorações, nomes e participações para pintar a batalha de Montecaseros naquela época. Iniciei e dei acabamento no busto em dois dias, à partir de um xerox em preto e branco com mínima referência de detalhes. Lembro-me como se fosse hoje, de ter iniciado a pintura do retrato em meu atelier compartilhado com a porcelanista Ires Terra, ela pintava em sua mesa e eu em meu cavalete, algumas horas depois ela veio ver o andamento e manifestou imensa surpresa de vê-lo praticamente pronto.
Alguns alunos começaram a chegar, entre eles o arquiteto Luiz Fernando Amorim e as brincadeiras a respeito da "pintura mediúnica" que eu fizera com tão insuficientes referências, marcaram-me, pois só então eu mesma me dei conta do que havia feito. Encantada e divertida, também constatei a surpresa do Cap. Santanna ao visitar a evolução da obra. Ele que chegara encomendá-la consternado pela pressa que havia na realização da obra para encaixar a inauguração nos próximos dias, integrando as comemorações de aniversário do grupamento, se não me engano.
Disse ao chegar, o carismático Cap. Santanna - o orgulhoso pai do Iran e da Marina, marido da Conceição, a mulata mais charmosa que prestigiou as atividades culturais e sociais em Ijuí - disse ele em seu carregado sotaque carioca: -Touxe-lhe um desafio, se conseguires realiza-lo com eficiência é quase um milagre, com a referência que vou lhe dar. Não há tempo de entrar em contato e esperar retorno da família do Conde que está no Rio e vais tu vais ter que te virar com esta imagem -tirou da pasta um xerox da fotografia de um retrato. Desafio?
-Faço! - respondi.
Dali a alguns dias, Flavinha, casada com um moço de família tradicional da cidade (ela mesma sendo natural da região serrana do RS), foi localizada pelo Comando e veio até meu atelier trazer um livro sobre a vida do antepassado.
Ficou realmente maravilhada com as cores que eu dera especialmente no cabelo do Conde que realmente, na intimidade, segundo dizia o livro que ela trouxera, era chamado de "Sarará".
O 27° Grupo de Artilharia de Ijuí é chamado Montecaseros, durante esta temporada, o dito grupamento viveu uma enfervecência cultural, pois o comando estava a cargo de três oficiais cariocas muito afeitos às Artes e Cultura, o comandante Sergio Paulo sendo historiador e os outros estudiosos da História. Conforme informações que recebi recentemente, a abertura proporcionada naquela época manteve-se após as corriqueiras transferências dos oficiais que deram o passo inicial para o intercâmbio com os artistas da Fundação Cultural de Ijuí e o 27° permanece de portas abertas a comunidade social e cultural ijuiense.
Foto de Eloir Torres Hass - cerimônia de inauguração
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